sábado, 13 de novembro de 2010

BRASIL: O PAÍS DO VÔLEI


O BRASIL EM MAIS UMA FINAL DO MUNDIAL DE VÔLEI FEMININO

O vôlei brasileiro feminino está, mais uma vez, na final do Mundial da categoria, que neste ano acontece no Japão. Amanhã decide com a Rússia o posto de melhor equipe do mundo, na modalidade. Este será a terceira final na história do nosso vôlei, no feminino. Nas duas outras perdemos. Desta vez, muitas chances de êxito. As nossas meninas, comandadas pelo brilhante José Roberto Guimarães – único técnico campeão olímpico de vôlei, tanto pelo masculino como pelo feminino – e seu super competente staff, chegam invictas na final. As Russas também. Promessa de jogo histórico. Todo mundo ligado na “telinha”, torcendo pelo título inédito.
                A semifinal do hoje foi um teste cardíaco. Irreconhecível, nos dois primeiros sets, o Brasil foi vencido por um Japão competente e eficiente. Na metade do terceiro set, José Roberto Guimarães trocou a ponteira Jaqueline por Sassá. Daí para frente, entramos no jogo. Vencemos o terceiro set, na raça. No quarto set começamos a recuperar a calma e a lucidez, vencendo com um pouco mais de tranqüilidade. No tie-break, o Brasil voltou a ser Brasil, dominando completamente as japonesas. Um 3a2 que entra para história. Virada emocionante, que dá muita moral para a final de amanhã. Amanhã, para vencer as russas, precisamos da mesma garra, mas de um pouco mais de bola.


BRASIL:  O PAÍS DO VÔLEI

                Neste momento, dá para afirmar que o vôlei é o esporte número 1 do Brasil. Fazendo um comparativo com o futebol – nosso esporte mais popular – o vôlei se encontra muito à frente. Somos campeões olímpicos e mundiais, no masculino. No feminino, só nos falta o título mundial, que pode vir amanhã, pois nossas meninas também são campeãs olímpicas. Os atletas brasileiros, de ambos os sexos, são referências mundiais. Temos técnicos espalhados pelo mundo, sendo que Bernardinho e José Roberto Guimarães são reverenciados pelos especialistas, em todo o mundo. E não poderia ser diferente. Enquanto o vôlei apresenta um planejamento de longo prazo, o futebol vive eternamente do ultrapassado pensamento de que o talento do brasileiro é maior que tudo; que surgem grandes craques, todos os anos no Brasil, com qualquer tipo de planejamento, o que há muito já não ocorre. É admirável e contraditório: o futebol, que envolve muito mais dinheiro, é tratado amadoristicamente, com pouco ou quase nada de planejamento e organização; o vôlei, com orçamentos bem mais modestos, tem gestão altamente profissional e planejamento de médio e longo prazo. Coisas do Brasil.

UMA RESPOSTA QUE FALTA SER DADA

                Uma das poucas críticas que posso fazer, em relação ao vôlei, é a questão nebulosa e mal explicada da relação entre Bernardinho e o levantador Ricardinho, com a participação do grupo de atletas da atual Seleção Brasileira Masculina de Vôlei. É incompreensível que um atleta como Ricardinho, gênio na sua posição, tecnicamente muito superior aos que o substituem - Bruninho e Marlon – e um dos maiores responsáveis pelo estilo brasileiro atual de jogar, baseado em uma velocidade nunca antes vista, possa estar de fora do grupo. A explicação dada é a de incompatibilidade de atitudes dentro do grupo. Na última competição que o levantador paranaense disputou pela Seleção Brasileira, era o capitão da equipe, (portanto um líder), além de ajudar, de forma decisiva na conquista do título mundial, pois foi escolhido o melhor jogador da competição. Fica no mínimo estranha a declaração de má conduta de Ricardinho junto ao grupo. Alguma coisa não está bem explicada. Não seria melhor esclarecer o que de fato ocorreu? Porque da forma que está, fica ruim para todos: para o atleta, impossibilitado de defender a Seleção; para Bernardinho, sempre questionado sobre a ausência do seu antigo capitão; e para os substitutos Marlon e Bruninho, uma incômoda sombra, que leva a comparações injustas, sendo que Bruninho sofre ainda, de alguns críticos, a infeliz colocação de que só está onde está por ser filho do técnico Bernardinho. A verdade sempre é o melhor caminho, doa a quem doer.

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